segunda-feira, 28 de abril de 2008

Gosto de ser assim!


Eu quero escrever sobre mim, sobre o dia, sobre os fatos, sobre coisas. Gosto de pessoas, mas tenho o hábito de enjoar facilmente delas. Sou atraída por olhares, por sorrisos, diversas facetas, mas nem todos me agradam, prefiro assim. Gosto de conversar, às vezes extrapola, e com isso, acabo sendo interpretada pela opinião alheia, outras interpretações ficam por minha conta. E isso me fascina. Odeio cebola e aqueles fios de tomate no molho, mas gosto dele vermelho e com aquele gostinho diferenciado da cebola, por isso sempre os corto de maneira que não apareça enquanto os como, se não os vejo, é bem melhor.

Sou muitas vezes “taxada” de antipática, nojenta, grossa e chata, e sabe de uma coisa? Sou tudo isso e com um orgulho que só cabe a mim. Não distribuo sorrisos melosos por aí, não fico fazendo o tipo “amiguinho de todos”, não faço a social: “agradar a todos”. Mas, também não sou um monstro sem sentimentos, pelo contrario, sou movida por eles. Emociono-me vendo filmes a reportagens jornalísticas, choro por palavras ditas e pelas não ditas. Sou chorona mesmo. Dou risada do nada, dou risada da vida, brigo por besteira, me irrito facilmente, sou birrenta ao extremo, meu humor oscila gradativamente. Quando estou feliz estampo para todos, sou curiosa, sou apaixonada, gosto de me apaixonar, gosto do amor. Sou legal e simpática também. Adoro doces, se tenho um vicío, é por eles. Tenho o meu orgulho. Acredito nas pessoas, acredito que o mundo pode ser melhor. Não é fantasia. Acredito que posso fazer a diferença.



Gosto de livros, na verdade amo. Gosto das estantes em poeiradas de conhecimento. Eu tenho a minha. A leitura me faz bem, me abre janelas com um céu azul. Descobri que o jornalismo é a “minha praia”, não conseguiria fazer outra coisa. Pode parecer cedo, para mim não. Escrevo coisas sem sentidos, algumas fazem sentido, rabisco por aí. Decidi criar um blog, talvez alguém me descubra por aqui. Gosto de estudar, mas não sou uma “nerd”. Tenho as minhas opiniões, gosto de tê-las, respeito à dos outros e gosto que respeitem as minhas (mas, me avisem se elas forem um tanto, digamos, sem noção :P). Estou aberta a criticas (um tempo atrás, isso não era bem-vindo, hoje vejo que através delas posso melhorar), e gosto de fazê-las também.

Tenho alguns amigos, não muitos, prefiro os poucos que eu tenho. Tenho um amor. Família é o meu sinônimo de fé, é por eles que tento ser cada dia uma pessoa melhor. Gosto de ser assim. E tem gente que gosta de mim. Gosto do meu nome, dos meus olhos, das minhas bochechas rosadas com covinhas, gosto do meu sorriso. Gosto de ser, Bianca Rieth.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Prazer em blogar!




Como eu vivo visitando blogs alheios, vi esse jogo de perguntas e respostas, e resolvi adotá-lo. Bem bacana, virou tipo uma corrente. Faça a sua também.

Por que resolveu criar o blog?
Eu já tinha essa idéia na cabeça, fazia algum tempo, só havia um único problema: vergonha. Sim, eu sempre tive vergonha de mostrar os meus textos. Mas, para toda regra há uma exceção, eu comecei a visitar alguns blogs, e decidi que já era à hora de divulgar as minhas “idéias”, e aqui estou. Lógico, tudo isso entrelaçado a minha paixão por livros e pelo jornalismo. Eu ainda acho que alguém vai me descobri por aqui.


O que te dá mais prazer em blogar?
Só o fato de escrever, me deixa muito feliz, através dos meus textos eu posso expressar as minhas idéias loucas, e o melhor, saber que algumas pessoas compartilham e também discordam de algumas coisas. Isso dá uma troca bem bacana. E sem contar que dá para conhecer um monte de gente tri legal.

Indique um blog bom e um blog que você não gosta (essa vai ser difícil) e porquê?
Nossa! Só um? Mas, eu sempre procuro coisas novas, logo de cara:
Etc. Etc. e Etc, Possível Pauta e no Tisserand. Mas ali do lado, no “Vá sem medo”, tem uma pequena lista dos blogs que acho interessante, todos valem muito a pena. Blog ruim? Ainda não encontrei.


Qual tipo de música, e quais suas bandas favoritas?
Ultimamente tenho escutado muito: Engenheiros do Hawai, Charlie Brow Jr e Leoni, e sempre as mesmas músicas. Mas gosto de tudo um pouco, de Maria Rita a Marcelo D2. Só não me venha com funk e Calypso e bandas desse gênero que a casa cai.

seaquinevassevocêusavaesqui?
Usava, sem problemas. Deve ser um charme =P


Você é: casado(a), solteiro(a), separado(a), enrolado(a), desquitado(a), chutado(a), viúvo(a) ou outros?
Outros: Vulgo, namorando =)


Por que você deu este nome ao seu blog?
Porque todos nós temos alguma estória para contar, e vim aqui para fazer exatamente isso, contar e buscar novas estórias, e juntas elas viram “Aquelas Estórias”. =)



Qual foi o último blog que você visitou?
Eu sempre estou procurando novos blogs, e o ultimo que visitei foi este:
Como diria a sua mãe. Alias muito bom, tanto que linkei ele ali do lado.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Meias Coloridas

Hoje de manhã fui ler o meu jornal – Diário de Canoas - como faço sempre e me deparei com o seguinte anúncio: “Colégio Luterano Concórdia em homenagem ao Dia Mundial do Livro”. Eu fiquei lendo aquela página num estado de emoção, para alguns pode parecer bobagem, para mim, não. E para ser sincera, não sabia da existência dessa data comemorativa, e agora aqui estou, tentando homenageá-la.

A minha paixão pela leitura se equipara ao jornalismo, o qual dá um belo casamento, não saberia viver sem esses belos pares de meias coloridas, para você pode soar estranho, mas essas paixões colorem a minha vida. Sinto-me feliz em saber, que através dos livros aprendi muita coisa, que levarei para a vida toda. A cada livro que leio, uma nova estória, uma nova emoção e principalmente uma nova descoberta. Cada palavra torna-se um misto de alegria e angústia, misturado com o êxtase de querer aprender mais. As palavras têm um poder inenarrável, através delas, posso expressar-me, falar coisas sem sentidos, e tudo isso, devo aos livros, dos que li, dos que reli e aqueles que irei ler. Livros que me mostraram que as palavras devem ser de todos, não importa se irão aceitá-las, o importante é que elas serão passadas adiante. Por isso, propague suas idéias, leia mais. Livro é conhecimento.



“Livros são pequenos pedaços portáteis e divertidos de pensamento.”
[Susan Sontag]

"Toda boa escultura, toda boa pintura, toda boa música sugere os sentimentos e devaneios que quer sugerir. Mas o raciocínio, a dedução, pertence ao livro.”
[Charles Baudelaire]


Depois do cachorro, o livro é o melhor amigo do homem”




terça-feira, 22 de abril de 2008

Comemorar?

Dia 19 de abril, comemorou-se o Dia do Índio (uma pergunta: porque não é feriado? :P). Mas, o que este povo tem de fato a comemorar? Nada, absolutamente nada. E não pensem meus caros, que estou subestimando este povo, pelo contrário, estou encarando a realidade da nação indígena. Infelizmente os índios do nosso Brasil, estão em situação de emergência (salvo, alguns povos que conseguem manter-se), passando fome, não tendo acesso a serviços básicos de um ser humano. Uma triste realidade, para aqueles que dominaram o Brasil há tantos anos atrás, quando o Cabral, “descobriu” o Brasil (a maior farsa da história).

Vamos Lembrar: Estudamos no colégio que no ano de 1500, Pedro Álvares Cabral, descobriu o Brasil. Mas, devemos lembrar que seis anos antes, um navegador genovês (para os desavisados este cara é o Cristóvão Colombo), que viajava sob bandeira espanhola, chegou ao continente posteriormente chamado de América. Com esta descoberta, acirram-se as disputas ibéricas pelas novas terras e rotas comerciais (sendo que, o principal objetivo era chegar às Índias. Isso você deve lembrar :P), para resolver essa situação, foi proposto (e assinado) o Tratado de Tordesilhas (1944), que dizia basicamente o seguinte: a partir de 370 léguas oeste de Cabo Verde, sendo que, as terras a leste pertenciam a Portugal (detalhe, ficaram praticamente com todo litoral brasileiro, afim de, roubar nossos Pau-Brasil e explorar nossos índios) e as terras ao oeste da linha imaginária seriam da Espanha. Mas, um tempo antes, foi proposto pela Espanha um outro tratado, o qual Portugal não quis assinar (não lembro o nome do tratado e nem a data), porque as terras delimitadas seriam a 100 léguas, e os lusitanos ficariam somente com água, literalmente. Por isso, nos leva a crer, que os queridos portugueses já sabiam da existência de terras ao sul do continente.

Bom, voltemos ao assunto.

Quando os portugueses chegaram à terra tupiniquim, a estimativa da população indígena era de 1 a 10 milhões de indivíduos, hoje se estima que esteja em torno de 460 mil vivendo em aldeias e em torno de 100 e 160 mil vivendo em áreas urbanas. Talvez os motivos históricos, explique essa baixa ao longo dos anos, pois nossos índios foram explorados (até os negros substituí-los ou não), em todos os sentidos. Atualmente, o índio anda desvalorizado e desmotivado, e para tanto, foi criado um órgão publico para suprir as suas necessidades, a tal de FUNAI, quando entrares no site, vá em diração ao "Quem somos":

“Compete à FUNAI promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles tradicionalmente ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas. A Fundação tem, ainda, a responsabilidade de defender as comunidades indígenas, de despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, gerir o seu patrimônio e fiscalizar suas terras, impedindo ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madeireiros e quaisquer outras que ocorram dentro de seus limites e que representem um risco à vida e à preservação desses povos.”

Mas, infelizmente não é isso que ocorre, e sim, palavras demagogas que praticamente não se cumprem e cada vez mais o povo indígena sofre e também luta para que essas promessas sejam cumpridas. Não raro, vemos índios indo para a marginalidade, desafiando suas tribos e suas tradições. Talvez por esses motivos, os traços e a cultura vêm se perdendo, por falta de incentivo e tantas outras coisas. Não pense você, que acho que lugar de índio é somente nas suas tribos, pelo contrário, os índios merecem todas as comodidades e oportunidades de que o “homem branco” (como escola, saúde, lazer, essas coisas aí) usufrui, mas sem perder sua autenticidade, mostrando que o “homem branco” tem ainda e muito que aprender com esses selvagens (como eles eram chamados).


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Ps: O Dia do Índio já passou, eu sei disso :P
Mas, queria ter postado algo no dia 19, minha mente estava devagar nesse dia, resolvi escrever hoje, já que ela está a mil pelo Brasil.

Obrigada pelos comentários em meu blog,
isso me deixa extremamente feliz =)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Estupidez

O ser humano é a criatura mais estúpida da face da terra, é capaz de matar seu semelhante, e o pior de tudo, possui um cérebro, e na maioria das vezes ele funciona.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mulheres Hortifrutigranjeiras

É Mulher Melancia, Mulher Jaca e até Mulher Samambaia. Tantos nomes pejorativos para designar uma mulher – um ser tão belo – o pior, algumas adoram estes termos e ainda os apóiam. Cada uma delas já teve seu tempo, a Samambaia foi unânime alguns dias atrás, a Jaca segue na rasteira da Melancia, mas é ela, a Mulher Melancia que está com seus “15 minutinhos de fama”, sim, 15 minutinhos, e tudo isso por ter uma bunda grande, uma bunda? A protuberância dessa garota, estampa é claro, uma revista masculina, e está dando a modelo, dançarina, apresentadora, cantora e sei lá mais o que, Andressa Soares, uma súbita notoriedade, tudo isso porque ela apresenta (vou pesquisar primeiro, o google faz milagres!) 121 centímetros de quadril. Putz!! É bunda para dar e vender.

Não é segredo de ninguém, que o bumbum é preferência nacional aqui no Brasil (ao contrário dos E.U.A que prefere os seios, mas isso não me interessa), e a maioria dos homens pára para dar aquela olhadinha básica em um quadril feminino (os nossos quadris realmente chamam a atenção), mas ser conhecida e valorizada por tal? Por uma bunda? Daí já é demais. E a inteligência, a delicadeza, a descrição de uma mulher onde ficam? Eu respondo: ficam estagnadas nesse tipo de mulher, criando sempre aquele estereotipo de que mulher tem que ser “gostosaaa” e sem um pingo de inteligência. Mais cedo ou mais tarde, os sinais do tempo irão prejudicar o corpo dessas mulheres (isso é fato, não adianta fugirmos, apesar das tecnologias, um dia “tudo cai”), e o que elas terão para oferecer? Nada, absolutamente nada. Lamentável e principalmente revoltante, para aquelas, como eu, que tentam se superar por outras qualidades (não a física), para alcançar o seu lugar ao sol.

Acredito que ainda existam homens que não se sentem atraídos somente por uma bela bunda e um seio farto (apesar de que isso pode colaborar e muito, principalmente se a mulher for bonita fisicamente e for inteligente, uma combinação perfeita :P), mas aqueles que buscam valorizar uma mulher e não desvalorizá-la. Nós gostamos de nos sentir bonitas, atrair olhares, isso eleva nossa auto-estima, mas não de ser rotuladas somente pelo corpo e principalmente de se comparadas a este mundo de mulher hortifrutigranjeiras.
Posso não ter a bunda da Mulher Melancia e nem os seios siliconados da Mulher Samambaia (acho que essa junção daria uma bela bizarrice!), mas tenho muito mais a oferecer do que as duas juntas: um cérebro que funciona.


sexta-feira, 11 de abril de 2008

Bons Amigos

Eles moravam no mesmo bairro, freqüentavam os mesmos lugares, tinham os mesmos amigos, mas nunca se olharam diferente, apenas como amigos, não os melhores, e sim, bons. Suas vidas eram completamente diferentes, enquanto ele gostava de rock, ela preferia músicas mais calmas, ela gostava de ler, ele preferia andar de Skate, ela falava pelos cotovelos, ele permanecia sempre quieto. Mas se davam bem, eram os amigos das risadas, das brincadeiras, das confidências.

A festa estava marcada para o final de semana, era a formatura de Pedro Henrique, o PH, como era conhecido. Todos os amigos compareceriam entre eles, Luisa e Rafael. Seria como todas as outras, mas nem ele e nem ela, imaginavam o que poderia acontecer. O sábado chegou, todos ansiosos pela noite, como era costume Rafael foi buscá-la, pois moravam bem perto um do outro. Na portaria do prédio, Luisa aparece, linda, num vestido vermelho, decotado, valorizando cada parte de seu corpo. Rafael permanecia imóvel, vendo sua amiga descer as escada, em um estado de extase, como era linda.

- O que foi guri? Viu um fantasma?
- Não, Lu!! Parece mais com um anjo.
- Seu bobo! Como estou?
- Linda.
-Obrigada Rafinha, vamos?
-Vamos!

Entraram no carro, e seguiram em direção ao salão de formatura, o resto da turma os esperava, foram conversando o caminho inteiro, ora discutindo, ora rindo.

- Onde estão seus óculos?
- Deixei em casa.
- E como tu vai enxergar?
-Rafinha, estou de lente, né?
- Tu não gosta de usar lente.
- Eu sei, mas hoje é um dia especial, acho que fica melhor sem os óculos. Depois dessa produção toda, não ia ficar bem, tu não acha?
- Concordo, valorizou o teu olhar.
- Rafinha, coloca a minha música.

A música começou a tocar, “seus olhos e seus olhares, milhares de tentações, meninas são tão mulheres, seus truques e confusões”, ela adorava aquela música e cantarolava, Rafael achava graça do jeito dela, e naquele momento ele sentiu algo estranho em relação a sua amiga, mas pensou que fosse bobagem. Ao chegarem ao salão, todos já estavam posicionados, somente a espera dos dois, a formatura foi linda, PH realizava seu sonho, tornava-se médico. O baile iniciava e com ele as risadas, os aplausos e as homenagens tomavam conta do recinto. Luisa dançava, seu corpo balançava e mostrava-se numa desenvoltura plena, Rafael só a observava:

“Como é linda, seu corpo, sua pele”.

Mas porque estava pensando assim? Sempre achará Luisa bonita, mas não tinha visto daquele jeito, deixava de olhá-la como sua amiga, e sim, como uma mulher. Não tirava do pensamento aqueles lábios carnudos, pensava em beijá-la, mas como? Luisa sempre estivera presente em sua vida, como reagiria? Resolveu tirar esses pensamentos da cabeça, e curtir um pouco a festa. Aquela música começa a tocar, Luisa corre em sua direção, ele já imaginava o que queria.

- Vamos Rafinha, minha música, vem.
- Estou cansado Lu.

Na verdade, ele queria é fugir dela, estava desejando mais do que nunca sua amiga, queria abraçá-la, tocar em seu corpo.

- Não acredito, tu quase nem dançaste, não tem desculpa.
- Lu!
- Vamos.

Nesse momento, Luisa puxa Rafael, ele hesita, mas não resiste aquele olhar – um olhar fatal, mas ao mesmo tempo inocente – e seguem juntos à pista de dança. Ele a envolve em seus braços, como era bom sentir aquele corpo tão junto ao seu, os dois são embalados pela música, seus rostos ficam cada vez mais colados, suas bocas se aproximam, e um beijo acontece, um beijo demorado, cheio de desejo, e nesse instante eles descobrem-se extremamente ligados.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Futebol é coisa séria






Futebol é coisa séria e de mulher também. Foi-se o tempo das especulações machistas - apesar de que, sempre ouviremos umas e outras – atualmente o esporte deixou de ser domínio dos homens, tanto em campo quanto nas quadras, e atualmente as mulheres estão dominando os programas de televisão voltado para o esporte. Não lembro bem o que me fez gostar tanto de futebol e também a praticá-lo, mas tenho uma leve suspeita das aulas de educação física no ensino fundamental e nem o que me fez torcer pelo Grêmio – ainda bem - muitas vezes a escolha por um time sofre influências da família e principalmente do pai, mas no meu caso foi diferente, visto que, meu pai é Colorado.

O esporte já me trouxe muitas alegrias e algumas oportunidades, participei de muitos campeonatos municipais junto a minha escola, mas confesso, para chegar a este nível foi complicado. Como dito anteriormente, não sei como fui praticá-lo, pois não me dou muito bem com a bola nos pés, mas descobri que poderia me dar bem defendendo, e foi o que eu fiz, resolvi me tornar a goleira do time (tudo bem, que ninguém queria essa posição, então não me restou alternativa, e aguentar aquelas piadinhas ridículas "então é tu que pega nas bolas", que raíva). No começo era um caos, não defendia nada, parecia uma retarda (literalmente), e nos primeiros torneios da escola (que começaram na 5° série) nós sempre perdíamos e justamente para as 8° séries, tal fato me deixava indignada, tomava tantos frangos em quadra que saía bufando com todos (para os que não me conhecem, sou extremamente birrenta, e não admito perder. Nossa! Deu até medo de mim, mas sou gente boa), e se não bastasse, também chorava, sim meus caros, eu berrava em quadra, o qual me rendeu um lindo apelido: chorona, que ódio.



Lembro de tudo com muita alegria e saudade, com o tempo fui me aperfeiçoando, entrei numa escolinha de futsal, e já não tomava aqueles frangos e também não chorava mais (mas, o apelido ficou para a minha infelicidade). Cada vez mais participava de torneios, e quando estava na 8°, uma grande oportunidade surgiu, estudar no Colégio Cristo Redentor, e jogar campeonatos a nível nacional, mas recusei, o motivo: estava no meio do ano, ia me formar e não queria perder as minhas amizades da escola. Péssima escolha, mas no fim, nem sempre tomamos as melhores decisões. Depois que entrei para o ensino médio, tudo mudou. Não pratiquei -e continuo a não praticar - mais o esporte, mas acompanho os jogos, adoro comentar, discutir, sim, discutir é um prato cheio para mim. E não gosto quando alguém subestima o meu grau de entendimento sobre o assunto, entendo sim, só não consigo compreender a linha de impedimento – eu até já tentei, mas está complicado – ainda não assisti a nenhum jogo no Olímpico, pois as minhas amigas Ana, Juju e Dani são Coloradas, e não tenho com quem ir :( , mas realizarei este sonho.

Torcer por um time sempre nos trás recordações das glórias e das derrotas, e com o meu Grêmio não ia ser diferente. Lembro-me do jogo entre Ájax e Grêmio, o qual perdeu nos pênaltis, eu estava na 1° série (as minhas lembranças mais remotas apontam que sou gremista desde pequenininha), quando caímos para segunda divisão (não tem como esquecer), mas foi algo bom – em minha opinião – revitalizou o time e no outro ano entramos para matar, e a libertadores veio para provar isso e não importa se perdemos para o Boca Juniors, e sim, que conseguimos chegar até a final (porra! importa sim, queria ter ganhado aquela taça). Nessa época eu tinha aula nas quartas-feiras, e sempre ocorria algum jogo importante, era a semifinal do campeonato - contra o Santos, na Vila Belmiro - e justo naquele dia a “profe” resolve dar um trabalho valendo nota (só porque eu ia matar aula para olhar o jogo no prédio 6 da Ulbra), eis que após ouvir ela anunciar este bendito cujo, eu simplesmente grito (sim, eu gritei, mas foi algo espontâneo, juro!) “pow sorá, assim não dá, justo hoje no jogo do Grêmio?,” os meus amigos (Luana, Érika, Nádia, Mateus e o Douglas) quase se mataram rindo, eu também tive que cair na gargalhada (fiquei com muita vergonha e as minhas bochechas ficaram roxas e não mais rosadas =D), e o resto da turma acompanhou (neste momento estou rindo à toa). Como diz a letra:

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Isabella Nardoni

Ao ler jornais e acompanhando o caso pela internet, cada vez mais eu fico com cara de “taxo” e me perguntando, o que de fato aconteceu? Isabella Oliveira Nardoni, uma menina indefesa, aparentemente tranqüila, teve sua vida interrompida no dia 29 de março (sábado), após uma suposta queda do sexto andar, onde passava o final de semana na casa com seu pai. O que antes parecia um acidente passou a tomar outro rumo ao longo desses últimos dias.


O pai da menina, Alexandre Alves Nardoni, alega, que ao chegar da casa da sogra, deixa seu carro na garagem e sobe com sua filha até o seu apartamento e a deixa em seu quarto e liga o abajur, descendo em seguida para ajudar sua mulher Ana Carolina Peixoto Jatobá. No momento em que os dois estão entrando na residência, afirma que viu a grade de proteção da janela rompida e sua filha no jardim. O casal encaminha-se para a delegacia para dar parte, pois suspeitam que a filha tenha sido jogada do apartamento.

As investigações começam, e logo é descartada a possibilidade de um acidente, pois uma menina de cinco anos não iria romper a grade de proteção. Após analisarem o corpo, os médicos legistas encontram ferimentos que podem ter ocorrido entes da queda, concluindo que alguém pode ter rompido a proteção e a jogada para fora. No dia 31 (segunda-feira), Isabella é enterrada, os peritos através de investigações, descobrem que a proteção rompida é no quarto dos irmãos, não no quarto da menina. A policia convoca mais seis testemunhas para depor, o primeiro policial a chegar ao local do crime, dois ex-vizinhos e três vizinhos da família, eles contam, que ouviram gritos de “Pará, pai”. Delegado e advogado de defesa interpretam de maneiras diferentes os depoimentos.

Ainda faltava o parecer da mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, e este ocorre no dia 2 (ontem), e após o depoimento prestado, o delegado responsável pelo caso pede à justiça a prisão preventiva do casal. Neste mesmo dia, peritos vão até o condiminio onde Isabella foi encontrada e fazem uma nova perícia agora com equipamentos sofisticados, afim de, esclarecer duvidas presentes. De acordo com os peritos, ela estava viva quando os Bombeiros chegaram ao local, e inclusive tentaram reanimá-la, mas acabou morrendo antes de chegar ao hospital. A menina teria marcas no pescoço e manchas no pulmão – e apesar da suposta queda do sexto andar, ela fraturou somente o punho direito e não há sinais de fraturas pelo resto do corpo - reforçando a hipótese de asfixia, e a simulação da queda. Ao sair do depoimento, a mãe não responde a impresa e só declara:

“Que a justiça seja feita”

As ultimas notícias, apontam que o pai e a madrasta se entregam a polícia. Agora nos resta aguardar, e que o caso seja solucionado o mais breve possível e o verdadeiro culpado, seja ele quem for, pague por este ato crucial.