quinta-feira, 24 de julho de 2008

A pressa do cotidiano: mais um dado para as estatísticas.

Desde o acidente envolvendo o ônibus estudantil de Erechim que eu não me emocionava tanto, mais uma tragédia abala o Estado e a mim também. Pode parecer estranho, por não ter nenhum parente envolvido diretamente, mas tudo que engloba caminhões me assusta e me faz relembrar o acidente que envolveu o pai. Eu vivo o dia-a-dia de um profissional da estrada, visto que, meu pai é um deles, e só eu sei as necessidades que eles enfrentam. Eu não quero tapar o “sol com a peneira”, se houve alguma imprudência ou falha, as medidas cabíveis deverão ser tomadas para que, evitem novos desastres, independente de quem seja a culpa.

O incidente foi horrível, a polícia ainda não sabe apontar as verdadeiras causas, mas muitas pessoas (logo de cara, ainda sem saber nada sobre o assunto.) apontaram como o principal culpado o motorista do caminhão. Pode ser ele, sim, mas ainda é muito cedo para indicar alguém, e se caso for, as providências serão tomadas. É necessária uma investigação detalhada, ouvir as principais testemunhas (alguns apontam que a carreta trafegava desgovernada), e a partir desse pressuposto seguir uma linha de raciocínio. Essa tragédia vem levantar mais um dado polêmico, a excessiva carga horária da maioria dos motoristas carreteiros e a pressão exercida pelas empresas do ramo logístico.

Todos sabem que uma grande parcela utiliza medicamentos para manter-se acordado, a fim de cumprir a sua demanda de horários, aliado a pressão exercida pelas empresas, acabam virando estatísticas de trânsito, afinal, eles ocupam grande parcela das estradas brasileiras. Mas uma coisa que me pergunto (?), eles fazem tais horários para quem? Para uma parcela industrial e outra consumidora, e todas exigem o quê? Pressa meus caros, muita pressa. O mundo capitalista (?) depende de pressa e agilidade. Isso já nos dá uma idéia porque as empresas de logísticas pressionam seus funcionários, afinal, elas precisam faturar. E não me venham dizer que elas estão preocupadas com o bem-estar dos seus queridos (?), que isso é balela, eles precisam faturar. E, lógico, o empregado (que necessita de seu emprego, óbvio) fará e cumprirá tais ordens, mesmo que isso lhe custe à vida.
Alguns não sabem, mas o salário de um carreteiro não é uma maravilha (pelo risco que eles correm), a base chega a ser R$ 800,00 por mês (em algumas regiões é menor, bem menor do que isso), e por isso dependem das comissões das viagens para aumentar sua renda fixa, e é aquela coisa, se tu não viaja, tu não ganha. Em sua maioria são profissionais experientes, mesmo assim não estão livres de tragédias, ora pela pressa ou por falha mesmo, ou por andar freqüentemente nas belas rodovias de merda do país, outrora por ter que enfrentar constantemente roubos e seqüestro de cargas. A vida deles não é fácil minha gente, aliás, a de ninguém é, diga-se de passagem.

Graças a Deus, hoje o meu pai é dono-proprietario-e-patrão do seu caminhão, ele não precisa sofrer tanta pressão como os empregados, ele faz o seu ritmo, e se não estiver satisfeito com tal empresa, ele manda a merda mesmo (é daí que vem a minha personalidade bombástica.). Eu não quero que vocês pensem que estou defendo esse ou àquele, só porque sou filha de caminhoneiro. Mas acho que a classe devia ser mais valorizada, com medidas de conscientização junto às empresas para viabilizar uma maneira de evitar tais tragédias, pois é injusto perder uma vida pela pressa do nosso cotidiano. Totalmente injusto.


P.s: Só tenho uma coisa a declarar: Grêmio 7x1 Figueirense. Novo líder do Brasileirão.Tricolor!! Tricolor!! Outra coisa, choraaa, agora choraaa!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Manias

Já reparou que muitas pessoas têm mania de perseguição? Ou pior, reclamam de tudo e ainda são pessimistas? Eu conheço uma, você conhece, todos nós conhecemos, ela já faz parte do nosso cotidiano.
Eu fico impressionada com essa capacidade de achar defeito em tudo, nada está bom, o mundo está contra, a vida é uma merda. Incrível! Eu reclamo de algumas coisas, você reclama, só que algumas exageram, e isso acaba afetando direta e indiretamente a nossas vidas. Ou vai me dizer que você não fica pê da vida? Eu fico, indignada!

Eu sei que a vida não é nem um mar de rosas, mas se a criatura ficar colocando empecilhos em coisas que poderiam ser simples, é lógico que ela vai se tornar uma bosta. Se estiver chovendo reclama “que droga essa chuva”, se o sol dá o seu ar dá graça “que calor dos infernos” e se faz frio “quero calor, muito calooorr”, nada parece ideal, tudo é motivo para descontentamento. Todas essas variantes pioram quando o bendito acha que todos estão conspirando contra ele, possuem uma visão totalmente pessimista de si e ainda acabam levando isso para os outros, criando aquele clima péssimo. A vida deles deve ser broxante, literalmente.

Cada um de nós tem os seus problemas, há dias em que estamos bem outros estamos soltando fogo pela boca, mas não é bom ficar descontando as “patas e carrapatos” em quem não tem nada a ver. A vida não é perfeita, não é, isso sabemos, mas nem tudo são motivos para reclamação. Penso da seguinte forma, se ficarmos reclamando o tempo todo, a vida tornará desagradável. Sem contar, que está provado cientificamente que faz um mal danado para a saúde, fisicamente e psicologicamente tudo é afetado. É bom pensar positivamente, faz bem para alma e para o coração. Ainda não encontraram a forma certa de felicidade, mas acredito (é clichê) que cada um tem a sua concepção do que é ser feliz.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Eu quero...

Eu quero um dia para amar, um dia para chorar, um dia para andar livre por aí. Eu quero um dia para sorrir, um dia para sofrer e apenas um dia para descobrir. Eu quero poder cantar e gritar bem alto para todo mundo ouvir, ficar sem fazer nada, ler mais, olhar as estrelas. Eu quero comer tudo que eu gosto sem me preocupar em engordar, tomar chimarrão com a minha família, curtir os meus amigos, ter mais uma noite de amor com o meu namorado, voltar a estudar e terminar a minha faculdade. Eu quero viver, aprender e errar, eu quero tudo e mais um pouco. Mas agora o que eu quero mesmo é dormir. Boa noite!