A maioria não gosta de política, exatamente por associá-la diretamente as eleições partidárias, mas não é somente isso, ela abrange muitos outros parâmetros. Mas hoje, especialmente falarei do assunto que causa “nojo e enjôos” nos brasileiros: eleições.
Estamos em época de Eleição Municipal, onde vamos eleger respectivamente nosso prefeito e vereadores. Pelo menos, aqui na minha cidade a agitação já se iniciou, e eu já comecei observar alguns detalhes.
A propaganda obrigatória está passando no rádio e na televisão, e é impressionante como o discurso não muda “Eu vou mudar o que está dando errado e continuar o que deu certo”, “chega de promessas, eu quero mudança” ou “eu lutei muito para chegar aonde cheguei, trabalhei desde pequeno, lutei para pagar os meus estudos, a minha família me deu educação e amor” e blá, blá, blá. Cara, os malucos não mudam esse script do capeta, sempre a mesma embromação. E o pior não é isso, é ter que ver àquelas caminhadas de “apoio” e as pessoas dispostas a falar em público “Esse vai mudar, esse é sério, esse é pra valer, nesse eu confio”, mais vão a merda! Não sabem nem a trajetória do candidato, só estão ali porque (na maioria das vezes) estão ganhando um por fora e querem se aparecer. Esse tipo de coisa me deixa revoltada, não tem o que fazer? Vai trabalhar, vai olhar novela, mas não me venha falar asneira na frente da televisão.
É inevitável andar pela cidade e não se deparar com um “Comitê Político”, onde o objetivo principal seria discutir idéias, planejar a “futura” administração e todo o esquema que envolve um setor público, que, aliás, é muito complicado. Mas não é isso que eu vejo: carros estacionados, churrascos, pessoas para tudo quanto é lado, conversas de boteco, música, alegria, festa. O destino de verbas para campanha é oficialmente para orquestrar uma maneira de desviar e usar inadequadamente o meu dinheiro, o seu. Como o meu pai diz “O Brasil é o paraíso”.
Por isso que as pessoas não levam os políticos a sério, pois a cada quatro anos, é cada vez mais investido dinheiro público para financiar campanha, os discursos são sempre os mesmo e as “caras pálidas” também, chega uma hora que isso cansa. Mas mesmo assim, eu vou votar. A esperança é a última que morre.