sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Eles também querem viver

Eu gosto de observar as pessoas, os olhares, tudo que está a minha volta. E, foi observando que prestei atenção em algo que me incomoda muito, preconceito. Somos uma sociedade de preconceituosos, isso todos nós sabemos, esse mal está instalado em diversos setores e há para todos os gostos e estilos. Mas quero abordar o preconceito contra os “mais velhos” e idosos.

Sentada em uma mesa de uma lanchonete e saboreando um sorvete, não pude deixar de prestar atenção na conversa de duas jovens, que aparentemente deviam ter entre 14 e 16 anos, elas falavam algo do tipo “Ai, tu viu aquela tiazona? Acha que ainda é uma guriazinha. O que ela quer fazer cursinho de inglês, com quem ela vai falar? Com as amiguinhas dela? Hahahahah” e deram uma risada muito sarcástica. Eu fiquei avaliando a situação. É anormal uma “tiazona” fazer um curso de inglês?
Em outros momentos, “jovens” que não admitiam o relacionamento de tios e avós, pois estariam fora da idade permitida, ou seja, o amor só pode ocorrer entre jovens de 15 a 20 anos, passando desse limite de idade à coisa começa a ficar complicada. Também acham ridículo os “bailes da terceira idade”, pois lugar de velho é ficar em casa, e não se divertir. Sem contar, que ainda tem os que não respeitam se quer a condição de pessoa mais velha, chegando muitas vezes a desrespeitar.

Eu fico pensando, o que tem de errado uma pessoa mais velha querer viver? Segundo a visão desses jovenzinhos, os idosos não têm mais direito de estudar, namorar, de passear, de realizar sonhos. Estão fora da idade permitida, pois a partir dos 40 devem pensar seriamente em se internar em um asilo para não atrapalhar a vida social. O que esses jovens não sabem é que um dia – talvez – cheguem a ter 40 anos, isso se, chegarem. Pois essa juventude está cada vez menos preocupada com a “sua evolução e saúde”, pois o que mais vemos são jovens bêbados, drogados, aniquilados, desgraçados, e ainda por cima se acham com a razão. Lamentável.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Mesmice do dia-a-dia

Vivemos numa sociedade dominada pela mesmice. Tudo é motivo para olhar, observar, criticar, imitar. Ultimamente nada de extraordinário acontece.
Foi-se o tempo das grandes idéias, das inovações. Deixamos de agir e pensar o novo, estamos nos acomodando com o que existe, e sempre culpamos alguma coisa. Eu posso ser um exemplo, deixei um pouco de lado o meu blog, culpei a falta de tempo, a falta de idéias e me acomodei, mas podia ter me esforçado um pouco mais e mantê-lo atualizado, mas me acomodei.

Queremos mudar, e por querer demais, ficamos esperando “algo” surgir, não levantamos para agir e quando percebemos, simplesmente passa.
Em algumas situações sobram oportunidades, em outras falta, nunca sabemos quando encontrá-las e como dosá-las. Ou perdemos ou a temos. Em outras situações damos prioridades para certos assuntos – até demais – e esquecemos de achar uma maneira de equilibrar os pontos, e com isso, na maioria – das vezes –perdemos e ninguém gosta de perder.

O que realmente nos falta é a coragem para mudar a rotina, a intenção de mudar nos causa medo. Medo de dar errado, medo de ser bom demais, medo de se precipitar. Sempre pensamos em mudança.

Mudar é algo fundamental, mas a mesmice do dia-a-dia não está nos permitindo uma renovação. Só ficamos na vontade e vontade não mata a sede.